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[RESENHA] A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard


Olá pessoal,

Hoje vamos falar sobre a minha nova distopia favorita: A RAINHA VERMELHA, da Victoria Aveyard. Confesso que comprei o livro pela capa (ela é maravilinda!), mas fiquei muito feliz com a aquisição, pois trata-se de uma história revolucionária totalmente diferente do que já foi lançado, com um roque pessoal e muitos poderes mortais (isso mesmo, poderes!).

Conheçam a jornada de Mare Barrow, a garota elétrica:

Sobre a autora

Victoria Aveyard é uma escritora norte-americana, nascida na cidade de East Longmeadow, no estado de Massachusetts. Formada em 2012 em produção de roteiros pela da University of Southern California, Victoria desenvolveu o interesse pela escrita desde pequena, dedicando-se inteiramente a paixão após concluir a faculdade.

A RAINHA VERMELHA (Red Queen) é o seu romance de estreia, lançado em 2015, e amplamente bem recebido no cenário internacional. A continuação da obra, Espada de Vidro (Glass Sword) foi lançado mundialmente em fevereiro de 2016. A saga já é referência dentro da literatura Young Adult (YA) e está em fase de adaptação para produção cinematográfica.

Atualmente a autora está trabalhando no terceiro livro da série, com publicação prevista para 2017, além de outros projetos literários e cinematográficos.

Sobre a obra

Mare Borrow é uma jovem de sangue vermelho que mora em Palafitas, uma pequena cidade do país de Norta governado pela família Calore. Além de pobre e sem profissão a jovem passa grande parte da vida sobrevivendo com pequenos roubos até encontrar seu destino nos campos de batalha do Gargalo onde provavelmente irá morrer.

Em um dia de desespero, após destruir a carreira da irmã como costureira, Mare ganha sua chance de salvação: um convite para trabalhar no palácio real e servir a família Calore.

Entretanto, o mundo que a jovem acaba de entrar é mais perigoso do que imagina, pois a nobreza, e o próprio rei, são prateados, uma nova geração de humanos com poderes de manipulação dos elementos (fogo, água, metal, natureza, ar, mentes, etc.). Em meio a uma batalha para escolher a nova princesa do reino, Mare descobre que pertence a uma categoria diferente de humanos, os sanguenovos, pois manipula raios violetas e brancos para se proteger de um acidente que acontece durante a disputa.

Para esconder sua natureza e controlá-la, o rei Tiberius e a rainha Elara constroem uma nova vida para Mare, fazendo ela assumir a identidade de Marrena Titanos, a filha de um general de guerra que retorna ao seu lugar de direito, como uma prateada. Dentro do sistema e noiva de um os príncipes, Marven, Mare passa a manipular o príncipe herdeiro, Cal, e orquestrar uma guerra civil para tomar o reino e dar aos humanos de sangue vermelho o seu lugar de direito na sociedade.

Opinião pessoal
 
A leitura de A Rainha vermelha foi uma experiência totalmente diferente das distopias com que estou acostumada (e olha que já vi um pouco de tudo, Jogos Vorazes, Divergente, A Seleção, Mazze Runner, Doador de Memórias, O Arcanista, etc.). Digo isso porque além dos tradicionais conflitos sociais/políticos, a história conta com um “elemento surpresa” (cof cof poderes).

Até o momento tinha visto pessoas normais lutando por um ideal de vida mais libertário e “pacífico” (coloco entre aspas, pois sabemos que um regime só cai para que outro se erga, mas tudo bem), mas além deste mote (que também é o pontapé da revolução da Guarda Escarlate), trabalhamos com outro fator determinante: a separação da sociedade entre prateados e vermelhos e isso não se restringe somente a cor do sangue, mas as habilidades de controlar objetos e elementos.

Entenda: prateados = poderes x vermelhos = normais.

A confusão começa quando Mare, uma vermelha, descobre que também tem poderes (talvez seja a primeira de sua “espécie”), no pior momento possível: durante a disputa para a escolha da nova princesa de Norta. Como o evento dispõe de muitos telespectadores, a Rainha Elara (que por acaso é uma bruxinha, diga-se de passagem), resolve criar uma identidade falsa para manipular a jovem e utilizá-la para como exemplo para a raça vermelha.

Dentro do palácio Mare descobre que muitos funcionários estão infiltrados e apoiam a Guarda Escarlate, um movimento revolucionário vermelho que planeja derrubar o Rei, e que tem um dos príncipes, Marven, como simpatizante da cauda. Juntos, Mare e Marven desenham um plano para ajudar a Guarda Escarlate a assassinar generais de guerra, enganar o príncipe herdeiro, Cal, e mudar a ordem hierárquica.

O que a jovem não poderia imaginar é que Marvel também estava tramando contra ela, traçando seu próprio plano para derrubar o pai e destruir o legado do irmão. Diante de tantas mentiras, Mare descobre que todo mundo pode trair todo mundo e ela não está fora dessa regra, se tonando o rosto da rebelião, especialista em esconder segredos e trair amigos.

Diferente de outras sagas, Mare ganha força diante das massas por ser diferente, mas ela não respeita nada e nem ninguém e também não é respeitada por seus “seguidores”, mas sim temida (diferente de outros líderes como Thomas em Mazze Runner ou Katniss em JG).

Quando se trata de conquistar seus interesses, eté mesmo sua família fica em segundo plano (você não a veria se oferecendo para a arena para salvar a irmã. Ela provavelmente sairia correndo e choraria as consequências de ter deixado a irmã morrer).

Por outro lado, ela também foi usada o tempo todo e tinha plena consciência disso, fazendo disso sua força e desespero. Ela nunca foi ingênua, ao contrário de outros personagens simulares, e sempre foi uma jogadora escolhendo o lado que mais interessava a ela. O problema é que esta atitude tende a ter consequências, pois ninguém planeja arriscar sua vida por ela, pois afinal, ela também não merece.

Envolvente e cheia de surpresas, A RAINHA VERMELHA é uma ótima história para envolver leitores e ganhar simpatizantes. E vocês já conheciam ou leram a história?
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