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Stranger Things 3 | Emoções, Lágrimas e Mulheres Fortes


A terceira temporada de Stranger Things já está entre nós e provocou em todos um turbilhão de sentimentos.  

Assim como a segunda temporada, a série começa tempos depois dos últimos acontecimentos, por isso os primeiros episódios são mais "tranquilos” com a finalidade de situar o telespectador e apresentar as mudanças que cada personagem sofreu durante esse período.  

Depois do último episódio é humanamente impossível escrever um texto sem spoilers, então se ainda não terminou a terceira temporada, pare por aqui, vai terminar e depois volte para confabular com a gente.  

Existem dois pontos fundamentais que acabaram se tornando quase que uma marca registrada da série. O primeiro e mais importante é o protagonismo das mulheres. Durante as três temporadas, sempre fomos agraciados com uma nova mulher forte, a primeira, obviamente com Eleven, Nancy e Joyce. Na segunda com Max e a “irmã” da El, Kali e agora na terceira, Robin chegou no grupo, mas a série teve um cuidado especial com outras personagens femininas que já eram velhas conhecidas. 

Durante essa terceira temporada, conseguimos ver o lado forte de cada mulher do elenco, Erika se juntou à aventura, deixou de ser a irmãzinha insuportável do Lucas e provou que consegue ser mais “nerd” do que todos os garotos juntos, Max abriu os olhos de El e mostrou que o mundo é muito mais do que apenas “garotos estúpidos”, Nancy está tendo que se impor em seu trabalho machista, Joyce tendo que superar a morte de Bob e até mesmo Karen, mãe de Nancy e Mike, mostra que é muito mais do que apenas uma dona de casa, enquanto incentiva a filha a nunca desistir de lutar.  


Essa representatividade feminina é importante, a forma como as mulheres são colocadas ocupando papeis fortes, importantes, sendo livres para tomar suas decisões e dando suporte uma para outra. Eles acabaram com a competitividade feminina ao juntarem Max e El, fortificaram a amizade das duas e mostraram como as mulheres pode resolver tudo quando estão unidas.  

Nos últimos episódios da segunda temporada, vimos uma El completamente receosa com a presença da nova integrante, Max. Na terceira as diferenças são deixadas de lado e uma fortifica a outra, El ainda está descobrindo como é viver uma vida normal e Max se torna fundamental para ajudar no amadurecimento dela, que sempre foi protegida por Mike e Hopper. Max dá suporte para ela se sentir segura e instiga os outros, principalmente Mike, a enxergar que Eleven é quem tem os poderes, ela sabe usa-los e que ela é extremamente forte e capaz de salvar a todos.  


Max foi a continuação do fio condutor que começou a ser construído por Kai na segunda temporada, responsável por despertar essa segurança e poder em El. A menina ainda está lidando com a mudança, e ter alguém dando suporte e lembrando o quanto ela é forte, foi importante para El nesse começo de adolescência 

A estrutura da história paralela a vida dos adolescentes – Sim, nossas crianças cresceram -, parece ser um pouco mais “fraca” do que o enredo da segunda temporada. É compreensível, já que a temporada passada aparentava um “fechamento” para o mundo invertido. O exército de pessoas e ratos derretido, é o último fio responsável pela conexão com o mundo invertido, que não possui mais um portal e agora vive com o que sobrou do Monstro das Sombras. Acho que o grande ponto fraco foi a volta abrupta dos russos, sem uma explicação concreta, eles continuam na cidade com shopping e outras propriedades, mas não conseguimos identificar qual o real proposito deles, eles querem um exército? Já que não possuía mais uma ligação entre o laboratório e os acontecimentos, eles quase estão lá, apenas para Steve, Robin, Dustin e Karen não ficarem perdidos e sem uma aventura e obviamente, para dar um proposito a Joyce e Hopper.  


O segundo ponto que é quase que uma marca registrada da série desde a morte da Barb na primeira temporada, é que a série sempre, SEMPRE, precisa transformar o personagem “recorrente” que vai morrer em herói. Isso até me leva a pensar, que talvez eles tenham cogitado matar o Steve na segunda temporada. 

Billy era problemático, todos sabíamos que ele enfrentava problemas familiares, maltratava a Max e era um pé no saco com os garotos. Dificilmente alguém acreditava que em algum momento ele iria se redimir e bancar o herói. No entanto, El só está viva para a quarta temporada por causa do garoto problemático, que em seu último ato, resolveu ser bonzinho só pra variar.  


Depois de todas as emoções, só conseguimos pensar em, QUAL VAI SER A HISTÓRIA DA QUARTA TEMPORADA? Todos desconfiam que Hopper pode ser o prisioneiro americano na Rússia. Como bons telespectadores que somos, já aprendemos que quando não tem corpo, muito dificilmente a morte é concreta, ou seja, tem grandes chances do Hopper não ter morridos, ter conseguido se salvar de alguma forma e ter sido capturado pelos russos.  

A continuação provavelmente vai ter uma ligação forte com a Rússia, já que sabemos que existem demogorgons por lá e por eles terem um prisioneiro americano. Com a mudança de Joyce, Will, Jonathan e El, talvez podemos esperar que Hawkins deixe de ser completamente o centro da trama. Não dá para a cidade deixar de ser relevante, já que sabemos que mesmo com o portal fechado, o mundo invertido ainda está preso lá.   


A quarta temporada não foi formalmente oficializada, mas produtor e diretor Shawn Levy chegou a sugerir que pode haver até mesmo uma quinta temporada. Mas de uma coisa sabemos, a história está prestes a acabar, as crianças cresceram, os “antigos” adolescentes estão se encaminhando para a vida adulta e agora o grupo está dividido.  

O mundo invertido ainda não foi completamente vencido e os russos continuam causando problemas por ai, então podemos espera a volta dos demogorgons para a quarta temporada e uma dinâmica difícil com a turma dividida e com El tendo que lidar com a sua súbita falta de poderes e talvez até com o fato de que eles podem não voltar.  

Trailer:


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