[RESENHA] A Guardiã do Tempo – Alexandra Monir (Editora Jangada)




 “Você, que lê isto agora, tem um dom e é um escolhido. Lembre-se sempre disso”.

Olá pessoal,

Na sessão resenha dessa semana trazemos o novo livro da Editora Jangada, A GUARDIÃ DO TEMPO, escrito pela autora Alexandra Monir. O livro é a continuação de Muito Além do Tempo, também publicado pela Jangada, e traz a história de Michele Windson, uma adolescente que herda a capacidade de viajar no tempo e espaço e que para proteger sua família e amigos deverá enfrentar a ira de uma tia-bisavó vinda do além.

Confira essa magnífica história:
Sobre a autora

Alexandra Monir é uma escritora e artista norte-americana que despontou no cenário literário com a publicação de seu primeiro livro YA (Young Adult), Timeless (Muito Além do Tempo, publicado no Brasil pela Editora Jangada). A obra logo virou destaque de vendas da Barnes & Noble e da Amazon, ganhando leitores em todo os Estados Unidos.

A autora é neta da cantora de ópera persa, Monir Vakili, uma de suas grandes inspirações musicais. Alexandra também é cantora e gravou três canções que acompanham a narração da série Timeless: I Remember, Bring The Colors Back e Chasing Time.

Atualmente Alexandra reside em Los Angeles, Califórnia, onde tem se aventurado em outros gêneros literários, como mistério, e breve lançará dois novos livros.

“Ela me confunde e me fascina, e, embora meu orgulho chegue a se arrepiar ante tal ideia, quero ser como ela. Quero o poder que ela carrega. A capacidade de fazer o impossível”.

Sobre a obra

Em Muito além do Tempo, Michele Windsor vai morar com os avós após a morte de sua mãe e descobre que consegue viajar no tempo através do diário que encontrou na velha mansão da família. E em sua viagem para 1910, ela se apaixona por Philip Walker, um jovem (e belo) pianista que promete que irá até o futuro em busca da amada.

Agora em A GUARDIÃ DO TEMPO, Michele retorna ao seu tempo, 2010, e vê entrar em sua classe um novo aluno idêntico ao seu amado Philip Walker. Porém, ao procurá-lo, a jovem descobre que ele não se lembra dela e nem do Philip Walker de 1910.

Michele busca respostas nos diários antigos de sua família, e descobre que seu pai era um viajante do tempo e vivia um conflito com uma antepassada vingativa, sua tia-bisavó Rebecca. A moça logo se encontra no centro de um embate mortal que existe há 120 anos e cujo desenlace pode trazer consequências fatais.
 
“A voz distante de Marion ecoava na memória de Michele: Conte suas bênçãos, não suas preocupações”.

Opinião pessoal
  
Gosto de me surpreender com os livros (principalmente quando é positivamente).

Quando tive a opção de resenhar A GUARDIÃ DO TEMPO me encantei com a história (particularmente porque amo teorias de viagens no tempo/espaço), mas não imaginava que a obra poderia abordar com propriedade tantos conceitos, enquanto segura um romance um tanto irreal.

Começando pela caracterização de nossa personagem principal: Michele Windsor é o oposto do que se imaginaria da herdeira de uma das mais tradicionais famílias nova-iorquinas: ela não esbanja dinheiro e nem arrogância (na verdade, até desconhecia sua origem). Sua capacidade de viajar no tempo é adquirida após encontrar a chave “portal” de seu pai, um homem que também era um viajante no tempo que nasceu no século XIX (por mais incrível e insano que pareça).

A história começa quando nossa heroína (podemos chamá-la assim) retorna de sua temporada em 1910. Nesse período ela conheceu o pianista Philip Walker, um dos poucos mortais que a enxergava nessa “viagem” (viajantes do tempo só podem ser completamente vistos se ficarem em um local por mais de sete dias – e Michele ficou menos do que isso ao lado do rapaz, sem contar a instabilidade que fazia com que ela intercalasse entre os dois tempos).

Enfim, ela está de volta e descobriu que seu novo colega de classe é o jovem Philip do século XXI (com o mesmo nome, mesmo rosto e mesma paixão pela música), mas sem se lembrar dela (jura??). Enquanto tenta lidar com esse impasse do amado, a boa moça também descobre que sua família tem sido amaldiçoada por causa de seu pai.

Lá em seu tempo, Irving (pai de Michele) era muito amigo de Rebecca (uma tia bisavó de nossa protagonista – na verdade eu acho isso, sou horrível para títulos de parentelas distantes), mas que foi traído pela moça antes de descobrir seus poderes. O então sta. Windsor promete se vingar do rapaz e persegue a mãe de Michele e sua filha.
Enquanto a moça tenta encontrar maneiras para se livrar do “fantasma” de Rebecca antes que ela tenha todo o seu poder no século XXI, ela também tem que (1) convencer Philip de que estão apaixonados (e que ele só está naquele século porque veio atrás dela), (2) descobrir a origem de seu dom e (3) saber mais sobre a vida de seu pai.

Basicamente o livro gira em todo desses quatro problemas que colocam a vida de Michele de pernas para o ar.

Além da teoria, até bem desenvolvida pela autora Alexandra Monir, a obra também traz passagens do manual da Sociedade Temporal (uma espécie de Ministério da Magia) que rege o universo dos viajantes no tempo. O conteúdo (muito bem escrito por sinal) apresenta uma veracidade para a obra, que convence e cativa o leitor.

Algumas abordagens infelizmente ficaram superficiais, como é o caso de Philip. Aparentemente e “reencarnou” no corpo de seu sobrinho neto (ou algo parecido) para reencontrar com Michele em seu tempo, mas fiquei com várias perguntas na cabeça: porque seus pais deram a ele o mesmo nome de seu ancestral? Ninguém nunca reparou a semelhança idêntica entre eles? E a música, ninguém nunca fez esse comparativo? Como ele vive 16 anos de sua vida sem resquícios nenhum dessa suposta vida anterior?

Minhas indagações são meramente ilustrativas, o que não tira em mérito algum a obra de Alexandra.

Após finalizar a narrativa fui procurar a trilha sonora desenvolvida pela própria autora e se surpreendi novamente com a qualidade do material. Realmente fiquei encantada com as letras e melodias desenvolvidas e como elas casam perfeitamente com os trechos do livro (muitas vezes as letras são citadas pela personagem, além de serem catadas em alguns momentos específicos) o que deu vida e personalidade única a obra.


Para conferir a trilha sonora de A Guardiã do Tempo no Spotify, clique aqui.

2 comentários:

  1. Olá!
    Amei sua resenha. Esse livro me parece muito bom. Anotei a dica e em breve vou lê-lo.
    Beijos.

    meumundosecreto

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    Respostas
    1. Olá Vanessa,

      Que bom que gostou. O livro é realmente muito bom, vale a aquisição.
      Beijinhos ;*

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