The Bold Type: a série sobre Girl Power

A série americana THE BOLD TYPE foi lançada em junho de 2017 e agora, quase um ano depois, no dia 12 de junho estreou a segunda temporada pela Freeform antiga ABC Family. No entanto o primeiro episódio já esta disponível na plataforma digital Hulu.

Uma série inteira sobre Girl Power. Durante anos, apenas algumas séries onde o elenco principal era feminino, se sobressaíram no mercado. Como Sex and the City, por exemplo. Em 2017 um mar de boas séries que traziam temas feministas e um elenco principal, em sua maioria preenchido por mulheres, ganharam espaço. Isso é muito importante, porque por anos, as mulheres foram pouco representadas ou subjugadas, até mesmo no mundo Hollywoodiano.

The Bold Type se passa dentro de uma revista feminina que está assumindo um viés autofeminista, e lida com temas muito presentes no cotidiano feminino. Jane, Kat e Sutton, são as principais personagens. Elas lutam diariamente pelos seus sonhos e buscam crescer profissionalmente em Nova Iorque. No entanto outras personagens vão se destacando na serie, como Adena e Jacqueline.

Algo emocionante é como a série nos ensina sobre “Sororidade”, principalmente dentro do local de trabalho. Uma mulher apoiando a outra e isso começa desde a Editora Chefe até a relação entre as três amigas.

Durante a primeira temporada, eles colocam alguns exemplos, errado e certo, para que compreendam a importância de uma mulher dar suporte a outra ao invés de derrubá-la. Durante a segunda temporada, por conta dos teasers, conseguimos ver que esse assunto será ainda mais explorado enquanto contam a história de Sutton, que ainda está dando os primeiros passo na carreira em que ela quer seguir.

Com Kat e Adena, a série traz de uma forma positiva, o relacionamento entre duas mulheres, sendo que Adena é uma muçulmana e imigrante. Acaba mostrando o preconceito contra LGBTS e a burocracia para muçulmanos permanecerem no país. 

Outra marca importante é o exemplo dos homens apoiando as mulheres no ambiente de trabalho. Mesmo a revista sendo feminina, ela é uma das muitas que a empresa possui, dessa forma, nos bastidores trabalham um grupo de homens, desde advogados a CEO. Em alguns momentos elas precisam lidar com o machismo, mas em outros, alguns homens se levantam na empresa para defender as colegas de trabalho.

A série ainda lida com diversos outros tabus, como estupro, assédio sexual, relacionamento entre funcionários da mesma empresa, toda a questão em volta da exposição do corpo feminino, como os mamilos, por exemplo e o comportamento das mídias sociais.

Se você é uma mulher, deveria assistir essa série. Mas se você for um homem, deveria assistir essa série da mesma forma.

A série faz com que diversas mulheres se sintam representadas e abordam temas da qual o feminismo discute. Cada episódio lida com temas diferentes, baseados nos trabalhos das três personagens principais, estão sempre ligados a moda, mídias sociais e as matérias que a Jane escreve.

As personagens são construídas como militantes feministas, cada qual em uma frente diferente, Kat é negra, recém assumida como lésbica e de uma família elitista. Sutton, não nasceu em família rica e trabalha desde sempre, ela ocupa a vaga de assistente, que acaba muitas vezes sendo explorada, mas almejando o mundo da moda, e precisa provar seu valor mais de uma vez por não ter um curso superior voltado para isso.

Jane perdeu a mãe muito cedo e foi criada pelo pai, sem a figura feminina como exemplo, ela lida com as restrições sobre os temas de suas matérias, quando tem que escrever sobre esfoliação, mas gostaria de estar trabalhando em matérias feministas. Adena é uma fotógrafa, imigrante, muçulmana e lésbica, que lida com diversas formas de preconceito e com a restrição da imigração americana. Jacqueline é uma editora chefe, experiente, que já foi assediada e sofreu um estupro no meio corporativo nos seus primeiros anos como jornalista.

Cada uma com as suas dificuldades diferentes, mas que se apoiam no meio do caminho.

Muitas vezes seus problemas pessoais entram no seu mundo de trabalho, elas erram bastante, mas continuam lutando pelos seus sonhos e objetivos. Mostra a dificuldade da geração “Y” no meio corporativo e com a maturidade. A versatilidade e criatividade, que são pontos positivos que nossa geração carrega. Dessa forma a empresa acaba se adaptando, se tornando flexível, com mídias sociais e até mesmo com o feminismo.

Mostrando a mudança que ocorre no mundo, os pontos negativos e positivos, erros e acertos, acabam transmitindo uma história maravilhosa e até mesmo motivacional. Eles até falam sobre, “Destruir o patriarcado”. Essa série é um hino.

TRAILER 2º TEMPORADA:

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