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[RESENHA] As Sete irmãs – Lucinda Riley (Editora Arqueiro)


Olá pessoal,

Na resenha da semana trazemos para vocês um sucesso internacional, AS SETE IRMÃS*, da Lucinda Riley. A obra recém adquirida pela Editora Arqueiro ganha nova roupagem, com direito a capa moderna e lançamentos exclusivos. No mês de setembro a autora esteve no Brasil durante a Bienal do Livro, garantindo a emoção dos fãs e dando um novo fôlego a essa maravilhosa saga.

Conheçam a espetacular história de Maia, a irmã suíça com raízes brasileiras.

Sobre a autora

Lucinda Riley é uma autora irlandesa, radicada em Londres. Durante a infância teve a oportunidade de conhecer vários países, principalmente no Extremo Oriente, graças às visitas que fazia ao pai.

Antes de ser autora, Lucinda atuou como atriz trabalhando em peças de teatro, cinema e televisão. Sua primeira experiência coma a escrita foi em um livro que retratava sua experiência com a dramaturgia. Logo depois ela se dedicou a romances históricos, conquistando o posto de autora de best-sellers do New York Times, com obras traduzidas para mais de 30 idiomas.

Atualmente Lucinda mora em North Norfolk, na Inglaterra e no sul da França, com o marido e quatro filhos. A Editora Arqueiro já publicou no Brasil A Garota Italiana e os três primeiros livros da saga As Sete Irmãs.

Sobre a Obra

Maia é a mais velha de seis meninas adotadas por Pa, um empresário cheio de segredos que sempre foi um pai amoroso e presente. Quando é informada sobre a morte de Pa, Maia retorna para casa afim de organizar o funeral e receber suas irmãs, mas descobre que seu pai já foi enterrado no fundo do oceano antes de sua chegada.

Como último desejo, Pa deixa para cada uma das seis filhas uma carta com informações sobre as respectivas localizações de seus nascimentos, cabendo a cada uma escolher se deseja conhecer sua origem.

Sem rumo e com medo de acontecimentos do passado, Maia decide embarcar em uma aventura que a trará para o coração do Brasil, o Rio de Janeiro.

Nessa viagem ela se envolve pela sensualidade e carisma brasileiro e sairá em busca de sua família, encontrando uma linda história de amor vivida no século XX – que está intimamente ligada à construção do Cristo Redentor – e suas consequências que vieram a modificar a vida da moça.
Opinião pessoal

Sou o tipo de pessoa que ama conhecer novos autores e se apaixonar por eles. Foi exatamente isso que senti por Lucinda Riley.

Confesso que em um primeiro momento não tinha grandes expectativas em relação a história, achei que seria uma leitura agradável para passar o tempo e  só isso, mas posso dizer que a experiência foi completamente diferente.

A escrita de Lucinda é diferente do comum – claro que não dou especialista em romances históricos, então é difícil fazer um comparativo –, pois ela envolve fatos verídicos e fictícios com uma leveza e envolvimento constante.

Achei genial a história se passar no Rio de Janeiro, principalmente pelo fato de não vermos frequentemente autores internacionais escrevendo sobre o Brasil (sempre é uma citação ou uma criação imaginária – lembram-se da Ilha de Esme?). E como plano de fundo de nossa linda nação (as Olimpíadas que o digam), fiquei extremamente curiosa em relação aos fatos citados (sim, fui pesquisar no Sr. Google sobre o Cristo Redentor).

A autora usa técnica que eu muito conhecida por fãs da Jojo Moyes, que consiste em retratar duas histórias, simultaneamente, em épocas distintas, ou seja, o leitor tem uma sequência de capítulos voltados para um grupo de personagens em uma época determinada (Suíça e Rio atualmente) e outro conjunto de capítulos contando a história de outros personagens em outra época (Rio e Paris, século início do século XX).

É nesse vai e vem que conhecemos Isabela Bonifácio, uma jovem da alta sociedade brasileira, que não se sente enquadrada ao luxo recém adquirido por sua família e as constantes propostas de casamento que podem alavancar a reputação de seu pai.

Tentando fugir de seu previsível futuro – fardado a tristeza – Isabela se aventura em uma viagem a Paris, acompanhando a família Silva Costa e seu patriarca, Heitor, que é o engenheiro encarregado da construção do Cristo Redentor. Além de acompanhar esse maravilhoso monumento ganhar forma, a jovem também conhece o escultor Laurent Brouilly, se apaixonando perdidamente.

O problema é que Isabela já está noiva e tem que voltar para o Rio para realizar o casamento, deixando para trás todos os planos com Laurent.

Além de orquestrar todos os momentos da narração que retratam o início do século XX, descobrimos que Isabela é a bisavó de Maia, nossa jovem protagonista, que está no Brasil para descobrir o motivo de ter ido para um orfanato.

A decisão de vir para o país tropical foi tomada as pressas, depois que um ex-namorado tenta entrar em contato com ela. Após ignorar a ligação do rapaz, ela entra em contato com seus parceiros editoriais no Brasil e decide passar uma temporada descobrindo sobre suas origens.

Seu guia nessa jornada é Floriano Quintelas, um charmoso guia turístico e escritor, com quem maia já avia trabalhado durante suas traduções. Além de apoiar as pesquisas de maia, Floriano também mostra para ela as belezas de seu país natal e o potencial que ela pode oferecer ao mundo.

A história tem tudo para ser verde e amarela, até que você descobre os nomes dos personagens brasileiros: Peter, Loen, Ramon, etc. Se os nomes fossem, João, Pedro ou Miguel, eu não estranharia, então acho que nesse ponto a Lucinda errou um pouco a mão rs.

As Sete irmãs é uma história sensacional que vale a pena ler e sua continuação, a Irmã Tempestade e Irmã Sombra não ficam atrás (estou ansiosa pela continuação)!

* Livro cortesia da Editora Arqueiro.

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