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Crítica | O Acampamento


Baseado em clássicos Thrillers de sobrevivência dos anos 70, O ACAMPAMENTO aborda sobre como simples acampantes se tornaram uma caça ou um jogo para alguém com desejos distorcidos.

Ian (Ian Meadows) e Samantha (Harriet Dyer) aparentam ser apenas boas pessoas que estão em uma viagem de carro rumo a um acampamento. Para eles a ideia de passar o ano novo acampando é ótima, mas não imaginam o quanto suas vidas irão mudar, até cruzarem drasticamente quando uma cabana, um carro e um bebê abandonados no meio do nada.

Uma sequência de fatos estranhos começa a acontecer, fazendo com que o espectador se depare com pessoas lutando pelas suas vidas, não importa de qual lado seja – do bem ou do mal – todos querem sair vivos daquele acampamento.

Nesse filme conseguimos enxergar como a falta de humanidade pode trabalhar sobre alguém.


Algumas pessoas encontram prazer ao infringir dor a outro e como em todo bom thriller o vilão se esconde em pele de cordeiro, parecendo cordial e prestando ajuda, mas – quando você menos espera –, ele ganha vida na tela e derrama uma quantidade inimaginável de sangue.

Assim como uma caçada, o longa é cuidadoso em mostrar que cada movimento é assistido pelo caçador e ele escolhe sua caça muito antes de sabermos quem ela é.

O filme é dividido com três histórias diferentes, sobre oito pessoas que tem suas vidas ou morte cruzadas em algum ponto. O primeiro é o momento em que Ian e sua namorada Samantha vão acampar nas vésperas do ano novo, o segundo é a vida de dois homens – ambos no acontecendo simultaneamente no presente –, e o terceiro é no passado contando sobre uma família que estava acampando alguns dias depois do Natal.

A história e seu desenrolar permite que pensemos inúmeras vezes sobre quais são os limites para as pessoas – sobre até onde você pode ir e se será seguro –, e principalmente, faz refletir sobre a mente humana e o quanto alguém pode encobrir seus crimes e viver como se nada tivesse acontecido.

Para os amantes de thrillers, O ACAMPAMENTO segue cuidadosamente a formula, fazendo com que, desde o começo, você sinta aquele “friozinho” na barriga assim que o vilão aparece.

"Eu acredito que os melhores filmes, incluindo os filmes de gênero, surgem de algo pessoal e muito sentido. Este longa nasceu dos meus medos para com meus filhos e da minha ansiedade como pai. A vida no Ocidente coloca nossa coragem em teste. Eu seria capaz de proteger minha família se nossas vidas estivessem em perigo? Eu lutaria ou eu fugiria?" – questiona o diretor.

Produzido e dirigido por Damien Power, o filme de 88 minutos conta com Aaron Pedersen, Ian Meadows, Harriet Dyer e Aaron Glenane no elenco e chega aos cinemas no dia 31 de agosto.



* Texto por Ana Caroline Moraes
 

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